Cartografia pós-representacional
Adotando aporte teórico conceitual da cartografia pós-representacional, que estabelece novas relações entre a ciência (cartografia) e seu objeto (mapa), em um contexto contemporâneo de modificações do entendimento de espacialidade e das relações sociais e culturais que ali se constroem, e em que o “já-estabelecido” passa a ser “não mais suficiente”, produzir instrumental de leitura e representação relativo a caracterização do território urbano e suas transformações morfológicas, assim como ferramental co-participativo de registro e representação de práticas socioespaciais no espaço público, decorrente de intervenções em cursos d’água ou de espaços resultantes do tamponamento dos mesmos, que possibilitem refletir criticamente sobre as manifestações culturais e o contexto urbano social em que se inserem. Nesse sentido, buscamos por meio dessa cartografia mapear dinâmicas sócio espaciais e ações de empoderamento e resistência aos processos hegemônicos de urbanização, observando suas relações mais amplas e também interações menores cotidianas, diante de um recorte temporal articulado aos períodos de pesquisa e coleta de dados realizados em campo. Compreender o mundo para nele estarmos, para nele habitarmos, implica, neste momento, aparte as dificuldades e armadilhas da observação de um processo em curso, na consciência de que não há uma única visão do problema, nem uma única possibilidade de simplificá-lo ou discipliná-lo.
Parceiro responsável: Universidade de São Paulo, Instituto de Arquitetura e Urbanismo